Dados do Banco Central (BC) divulgados nesta semana mostram a tendência de 2020: aumento do endividamento de pessoas físicas e jurídicas e redução da inadimplência. O fenômeno é apontado por economistas como um reflexo da liberação de recursos emergenciais e repactuação de contratos, com adiamento de parcelas e postergação de prazos para empréstimos e financiamentos.

Em Santa Catarina, o saldo de operações de crédito medido pelo BC cresceu 18,2% ao longo do ano passado. O percentual representa o aumento da massa de financiamentos ativos no Sistema Financeiro Nacional de R$ 177,1 bilhões, em dezembro de 2019, para R$ 209,5 bilhões, em dezembro último. Com isso, o indicador atingiu o maior valor da história.

O aumento é mais importante quando avaliadas apenas as pessoas jurídicas. Neste segmento, o crescimento é de 24,2% em um ano, passando de R$ 83,2 bilhões para R$ 103,3 bilhões. Já para pessoas físicas, o percentual de variação ficou em 12,9% em 12 meses, alcançando R$ 106,1 bilhões no final de 2020, ante R$ 93,9 bilhões do ano passado.

O recorde também foi registrado na taxa de inadimplência. O Estado fechou o ano com a taxa em 1,28%, a menor dos últimos dez anos. Uma ano antes, o indicador marcava 1,79%.

Tanto a taxa para pessoas jurídicas (1,01% para 0,66%) quanto para pessoas físicas (2,47% para 1,88%) registraram queda em 12 meses.