Chegando o tempo de Natal, de renovação da Fé, Esperança e Amor, trazemos essa linda história, de uma Mãe que lutou contra uma doença e teve em 2019 seu filho nos braços. Confira o relato emocionante da Mãe Renata da Rosa Crescêncio:

“Em 2017 eu e meu esposo Vagner decidimos “engravidar”, nem imaginando o que teríamos pela frente, logo nas primeiras tentativas o positivo veio e foi aquela felicidade, contamos para todo mundo, porém 3 dias depois, um sangramento me leva a saber que estava perdendo meu bebê espontaneamente. O médico disse que era normal e dois meses após o aborto eu poderia tentar novamente. E assim foi, em dois meses tivemos um outro positivo, agora já não contamos para todas pessoas e esperamos o primeiro ultrassom, e lá estava o coraçãozinho batendo, mas duas semanas depois um escape de sangue me leva a fazer um ultrassom de emergência e constatar que o embrião não tinha mais batimentos cardíacos. Depois do segundo aborto, troquei de médico, fiz alguns exames e nada foi encontrado, então 6 meses se passaram e sem planejar engravidei novamente, não contamos a ninguém, fizemos o primeiro ultrassom e estava tudo bem, 3 semanas depois eu senti um vazio muito grande e tinha praticamente certeza que algo tinha acontecido, pedi uma ultra para me certificar, e como no segundo aborto, o embrião não se desenvolveu após as 7 semanas de gestação. Depois do terceiro aborto pensei em desistir, eu queria muito ser mãe, mas não queria passar por esse trauma e dor novamente, pois sem diagnóstico seria novamente um tiro às escuras. Três meses se passaram e partimos para uma investigação maior para saber a causa, fizemos então alguns exames e logo descobrimos o diagnóstico de Trombofilia (doença que caracteriza-se por uma propensão para a formação de coágulos de sangue, que pode levar à ocorrência de uma trombose, que se desenvolve também em gestantes aumentando o risco de complicações) e que na próxima gestação desde o positivo teríamos que fazer o tratamento, que é uma injeção diária de anticoagulante durante toda gestação e mais 40 dias pós parto para evitar a trombose pós cirurgia da mãe. Tínhamos então uma luz no fim do túnel, uma esperança. Antes de tentar engravidar novamente fiz uma oração à Deus e disse à Ele que se Ele não quisesse que eu fosse mãe eu aceitaria a sua vontade, só não queria mais passar pela dor da perda. E então no primeiro mês de tentativa o positivo chegou novamente, e com ele agora a primeira picadinha de amor, no dia 18/03/2019.  Assim iniciamos o tratamento e o acompanhamento de perto pelo obstetra de alto risco. Os primeiros dias foram tensos esperando o primeiro ultrassom, mas lá estava um coraçãozinho pulsando.  Quando estávamos com 11 semanas tive um sangramento bem intenso e fui para maternidade com coração na mão pensando, será novamente?  Mas o coraçãozinho estava lá saltitando e com batimentos fortíssimos.  Seguimos com alguns dias de repouso e medicação devido a um hematoma no útero, que logo cicatrizou. E assim foram todos os dias, todo dia uma picadinha de amor, todo dia uma vitória. Foi uma gestação de muita insegurança, mais de muita fé, expectativa e esperança. Então com 36 semanas de gestação, no dia 29 de Outubro a bolsa rompeu, 20 dias antes do previsto, fomos para o hospital as 19:00 horas e as 22:21 horas o Théo nasceu, com 2933 kg, 46 cm forte e guerreiro como foi a gestação toda.

Vencemos a trombofilia, foram 230 injeções e foram 230 orações e agradecimentos. Depois de tanta espera nosso milagre chegou. Agradeço à Deus por ter tanto cuidado, aos profissionais que me atenderam por tanta responsabilidade e dedicação. E fica uma dica para mulheres que tem aborto de repetição, investiguem, lutem, não desistam. Somos a prova que o tempo de Deus chega para todos nós e que ele ainda realiza milagres.”

Ao todo a Mãmãe Renata fez 270 injeções, para evitar a trombose durante e após a gestação.


Última atualização: 12/05/2020.
Por Redação FS