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O trabalho desenvolvido pela Unesc ao longo de seus 50 anos de história sempre teve a marca comunitária. Aproximadamente 200 iniciativas na área de extensão são desenvolvidas pela Universidade e chegam a mais de 40 municípios catarinenses e do Norte do Rio Grande do Sul. As ações comunitárias já beneficiaram mais de 30 mil pessoas e neste sábado (4/5), quem passou pela Praça Nereu Ramos, em Criciúma, pode conferir uma exposição com projetos realizados por professores e alunos em diversos locais. O evento fez parte das comemorações pelo Dia da Extensão (2/5).

Segundo a diretora de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Fernanda Sônego, no evento deste sábado foi apresentado um recorte das ações comunitárias da Universidade, com a participação de 23 projetos. Ela explica que o trabalho de extensão da Unesc atua em três temas centrais: ações universitárias (projetos nos quais os alunos são levados à experiência real e direta na comunidade); ações de prestação de serviços (atividades que levam serviços de saúde, direitos e assistências pessoais e sociais) e ações de cultura (que envolvem a promoção da arte).

“Tivemos aqui uma mostra do que é feito pela extensão. O trabalho é feito em parceira e todas as ações partem de uma demanda verificada junto à comunidade. O trabalho de extensão é uma troca muito rica, onde o aprendizado ocorre para todos os envolvidos: Instituição, professores, alunos e os moradores dos municípios”, afirma Fernanda.

O comerciante Eudemar da Silva, passava pela Praça Nereu Ramos na hora em que o projeto do Boi-de-Mamão da Escola Heriberto Hülse fazia a sua apresentação. Parou para apreciar e já observou a movimentação realizada pela Universidade no local em comemoração ao Dia da Extensão. “A Unesc é da comunidade e vemos que a Universidade está sempre junto dela”, comenta.

Para a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, não é possível pensar uma universidade como a Unesc sem a atuação próxima a população. “A extensão fortalece muito a relação entre a Universidade e a comunidade. Os projetos causam transformações muito signifitivas em alunos e professores que participam deles e deixam uma marca positiva nos locais onde são realizados. A marca de uma Universidade Comunitária comprometida com o desenvolvimento de toda a região”, comenta.

Entre os assuntos abordados nos projetos de extensão da Unesc estão cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, comunicação, saúde, tecnologia, produção e trabalho. E é em um projeto de educação ambiental com alunos do Ensino Fundamental de uma escola em Criciúma que o acadêmico da sexta fase do curso de Ciências Biológicas, Elton da Silva, participa há seis meses. Na ação deste sábado, ele esteve fantasiado de gota para explicar o ciclo da água, utilizando o material didático desenvolvido no Laboratório de Ciências da Universidade. “O contato com os alunos na escola e as pessoas em ações como esta, ajudam na nossa formação. Seremos professores e estamos tendo um espaço para aprender a fazer diferente. É um desafio, mas cada vez que vejo o olho de um aluno brilhando quando tem contato com algo novo, vejo que o caminho é este”, relata.

O contato com a população enriquece não só os futuros profissionais. Professores envolvidos, como a docente do curso de Enfermagem, Paula Zugno, revelam a grande escola que as ações comunitárias são. Ela é coordenadora do Naiso (Núcleo de Atenção Interdisciplinar a Saúde em Oncologia), que atua na Casa Maria Tereza, que presta assistência para pessoas com câncer. “O trabalho é desenvolvido por acadêmicos e professores de cursos como Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Direito. A cada atendimento feito não só conseguimos colocar em prática o conhecimento acadêmico, mas aprendemos mais sobre a profissão, sobre saúde e, principalmente, sobre sermos humanos. É muito gratificante”.